domingo, 25 de setembro de 2011

GLEE 3D: O FILME (Kevin Tancharoen, 2011)


O filme padece do mal que acompanha a série desde sua segunda temporada. A série de Ryan Murphy assumiu o papel de ser o porta-voz desses jovens que sofrem bullying e precisam se aceitar como são. Com isso deixou pra trás um humor ácido e meio subversivo que tinha na primeira temporada.

Ao acompanhar a trajetória de três adolescentes que tiveram suas vidas tocadas pela série (uma líder de torcida anã, uma guria com fobia social e um menino gay) e a forma como eles descobriram que devem se aceitar como são e agente nasceu desse jeito e blá-blá-blá, o filme perde um precioso tempo em mostrar o que interessa, que são os números musicais. E inclusive veta parte da coreografia pélvica do Puckerman pra não ofender as famílias.

E vendo o filme, percebi que os maiores destaques do elenco são femininos. Dos garotos se pode apontar o novato Darren Criss que é um tremendo charme e espetacular dançarino que é Harry Shum Jr.. Agora o time das meninas é farto em destaque. A começar pela Lea Michele - a Barbra Streisand que tem pra hoje – incrível notar como em momento nenhum ela abandona a personagem da Rachel, inclusive quando encara a câmera. Seguindo, temos a Dianna Agron, o mais lindo novo rosto de Roliúde. Naya Rivera é linda, canta demais e tem o personagem mais divertido. E ainda temos loiraça Heather Morris que arrasa no número da Britney, com uns peitos que não deixam nada a dever aos da Katherine Heigl, e como dança a menina!

No mais somente senti falta de mais números comandados pela Lea Michele. É esse bom-mocismo de dar oportunidade a todos prejudicando o resultado do espetáculo. Um dilema digno de Glee.