O
filme padece do mal que acompanha a série desde sua segunda
temporada. A série de Ryan Murphy assumiu o papel de ser o porta-voz
desses jovens que sofrem bullying e precisam se aceitar como são.
Com isso deixou pra trás um humor ácido e meio subversivo que tinha
na primeira temporada.
Ao
acompanhar a trajetória de três adolescentes que tiveram suas vidas
tocadas pela série (uma líder de torcida anã, uma guria com fobia
social e um menino gay) e a forma como eles descobriram que devem se
aceitar como são e agente nasceu desse jeito e blá-blá-blá, o
filme perde um precioso tempo em mostrar o que interessa, que são os
números musicais. E inclusive veta parte da coreografia pélvica do
Puckerman pra não ofender as famílias.
E
vendo o filme, percebi que os maiores destaques do elenco são
femininos. Dos garotos se pode apontar o novato Darren
Criss que é um tremendo charme e espetacular dançarino que é Harry
Shum Jr.. Agora o time das meninas é farto em destaque. A começar
pela Lea Michele - a Barbra Streisand que tem pra hoje – incrível
notar como em momento nenhum ela abandona a personagem da Rachel,
inclusive quando encara a câmera. Seguindo, temos a Dianna Agron, o
mais lindo novo rosto de Roliúde. Naya Rivera é linda, canta demais
e tem o personagem mais divertido. E ainda temos loiraça Heather
Morris que arrasa no número da Britney, com uns peitos que não
deixam nada a dever aos da Katherine Heigl, e como dança a menina!
No mais
somente senti falta de mais números comandados pela Lea Michele. É
esse bom-mocismo de dar oportunidade a todos prejudicando o resultado
do espetáculo. Um dilema digno de Glee.
