sexta-feira, 23 de setembro de 2011

REBECCA, A MULHER INESQUECÍVEL (Alfred Hitchcock, 1940)


Quero começar falando das duas protagonistas desse filme, uma com cara mas sem nome, outra com nome mas sem cara. A primeira interpretada tão bem por Joan Fontaine que nem sentimos falta de Vivien Leigh (talvez por isso mesmo); a outra uma das maiores personagens inexistentes da história. Podemos dizer que se trata de um filme de fantasma de tanto que a presença da mulher do título se faz concreta. 

A estreia de Hitchcock em Roliúde lhe rendeu seu único título laureado com o Oscar de Melhor Filme, e olha que foi sobre As Vinhas da Ira! Mas é isso que resulta desse gênio adaptando um clássico como o de Daphne Du Maurier. É incrível como esse homem tem o pleno domínio de todos os aspectos da narrativa, mesmo ela tendo tantas reviravoltas que pode ser considerada três filmes em um só. E o cenário de Manderley se transforma em um personagem concreto e misterioso como todos os outros. Isso pra não falar de um elenco que além da supra citada Fontaine ainda tem o tremendo charme de um Laurence Olivier e grandes coadjuvantes como George Sanders e Judith Anderson.

Ainda somos presenteados com um dos grandes momentos da tradição oral no cinema. 

Pronto! Não vou mais babar ovo.