Quero
começar falando das duas protagonistas desse filme, uma com cara mas
sem nome, outra com nome mas sem cara. A primeira interpretada tão
bem por Joan Fontaine que nem sentimos falta de Vivien Leigh (talvez
por isso mesmo); a outra uma das maiores personagens inexistentes da
história. Podemos dizer que se trata de um filme de fantasma de
tanto que a presença da mulher do título se faz concreta.
A
estreia de Hitchcock em Roliúde lhe rendeu seu único título
laureado com o Oscar de Melhor Filme, e olha que foi sobre As
Vinhas da Ira! Mas é isso que
resulta desse gênio adaptando um clássico como o de Daphne
Du Maurier. É incrível como esse homem tem o pleno domínio de
todos os aspectos da narrativa, mesmo ela tendo tantas reviravoltas
que pode ser considerada três filmes em um só. E o cenário de
Manderley se transforma em um
personagem concreto e misterioso como todos os outros. Isso pra não
falar de um elenco que além da supra citada Fontaine ainda tem o
tremendo charme de um Laurence Olivier
e grandes coadjuvantes como George Sanders e Judith Anderson.
Ainda
somos presenteados com um dos grandes momentos da tradição oral no
cinema.
Pronto!
Não vou mais babar ovo.
