Um dos
papéis do Cinema é registrar a história enquanto ela ainda está
acontecendo. E o mais impressionante é poder tratar de temas tão
sérios usando outras formas de narrativa. Esse filme é um pouco
disso tudo. Lançado no ano posterior à invasão da Polônia e
enquanto os EUA adotavam uma política de neutralidade perante o
conflito, a primeira comédia falada de Chaplin faz uma denúncia do
Nazismo e da perseguição aos judeus.
Interpretando
dois papéis, Chaplin se sai melhor fazendo o Ditador, que consegue
se expressar mesmo falando em uma língua que não existe. Impossível
não lembrar da icônica cena com o globo. Outro momento marcante é
o discurso final, quando o barbeiro judeu é confundido com o
Comandante e Chaplin constrói um inesquecível apelo à paz e aos
direitos humanos.