O
filme ganhador do Oscar deste ano de Melhor filme de língua
não-inglesa propõe uma questão bem delicada: a realidade de
africanos em campos de refugiados é mais urgente, dolorosa e
violenta do que a de crianças dinamarquesas que sofrem bullying
e têm uma família em desintegração? Esse é um tema tão
espinhoso que algumas pessoas o evitam de qualquer maneira. Daí
algumas críticas que esse filme recebeu.
De
minha parte eu gosto muito de filmes que mostram como o mundo das
crianças pode ser tão cruel e violento. E as crianças dão um show
nesse filme, principalmente William Jøhnk Nielsen, uma
espécie de Peter Krause mirim. Os
dramas são bem reais e vão crescendo até o clímax trágico. Não
achei nem superficial nem moralista, mesmo o médico idealista de
Mikael Persbrandt dando a outra face. Assim como em A
Árvore da Vida
os dramas dentro de uma família ou de uma criança são os dramas da
humanidade inteira.