domingo, 4 de setembro de 2011

EM UM MUNDO MELHOR (Susane Bier, 2010)


O filme ganhador do Oscar deste ano de Melhor filme de língua não-inglesa propõe uma questão bem delicada: a realidade de africanos em campos de refugiados é mais urgente, dolorosa e violenta do que a de crianças dinamarquesas que sofrem bullying e têm uma família em desintegração? Esse é um tema tão espinhoso que algumas pessoas o evitam de qualquer maneira. Daí algumas críticas que esse filme recebeu.

De minha parte eu gosto muito de filmes que mostram como o mundo das crianças pode ser tão cruel e violento. E as crianças dão um show nesse filme, principalmente William Jøhnk Nielsen, uma espécie de Peter Krause mirim. Os dramas são bem reais e vão crescendo até o clímax trágico. Não achei nem superficial nem moralista, mesmo o médico idealista de Mikael Persbrandt dando a outra face. Assim como em A Árvore da Vida os dramas dentro de uma família ou de uma criança são os dramas da humanidade inteira.