Impossível de não gostar. Também pudera: Kathy Bates, Marion Cotillard, Rachel McAdams, Alison Pill e Carla Bruni. E claro, ela, Paris! Arrisco em dizer foi o filme mais divertido que vi no cinema nesse ano até agora, empatado com Rio.
Da história não se pode comentar muito para não estragar todas as deliciosas surpresas do filme. Mas eu não resisto, imagine só uma soireé com Zelda e Scott.
Mas é interessante notar os contrastes presentes no filme. O contraste entre o protagonista, apaixonado pela época de ouro dos anos 20, e a família da noiva, americanos ricos típicos que acham que arte e antiguidades são baboseiras. Contraste entre a forma antiga e atual de ver a literatura e o papel do artista. A única que nunca muda é essa insatisfação com o presente, que é sentida por dois personagens, uma idealização do passado, um sentimento de pertencer a uma época quando ainda não se tinha nascido.
Enfim, fiquei realmente encantado com essa Paris em que depois da meia noite os mais notáveis encontros são possíveis.

