Estreando nos cinemas logo depois do Festival de Woodstock, esse filme se tornou um ícone da contracultura americana. E é essa conjunção de espírito hippie, road movie e uma trilha sonora das melhores que faz desse filme uma experiência tão singular, pelo menos pra mim, que amo muito tudo isso.
A ideia que começou com uma fotografia de Peter Fonda, ganhou corpo com Dennis Hopper e deslanchou com a adesão de Jack Nicholson. E os três estão ótimos no filmes (ou a maconha que eles consumiram era realmente da boa) mas é Nicholson que rouba a cena em sua marcante – e que poderia ser maior – participação.
No final, saí da exibição com aquela sensação de melancolia, igual a que eu senti na cena final do documentário Woodstock - 3 Dias de Paz, Amor e Música quando, ao som da guitarra do Hendrix, é mostrado aquele cenário desolador do fim da festa. Como se a liberdade pregada pelos personagens nunca chegasse, nem pelas drogas, nem pela estrada. Algo como se o sonho tivesse acabado.