
quinta-feira, 28 de abril de 2011
GATA EM TETO DE ZINCO QUENTE (Richard Brooks, 1957)

quarta-feira, 27 de abril de 2011
DIREITO DE SER NADA (Violins, 2011)
Vai começar belo o mais belo espetáculo que há”
só pra espalhar cinzas do que fui e do que morreu
vou participar sempre da melhor parte de ser eu
é o grande esforço mas o alívio que te espera
não tem preço
não depende de ninguém
mas você mesmo
dá pra se arrisca”
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Inícios Inesquecíveis: “Lolita”
sábado, 23 de abril de 2011
Salve Jorge
Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés, não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos, não me peguem, não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo, meu corpo não alcançará
Facas, lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar
Cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é de Capadócia, viva Jorge!
Jorge é de Capadócia, salve Jorge!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
LAWRENCE DA ARÁBIA (David Lean, 1962)
Mesmo reconhecimento não teve Peter O'Toole, que na minha modesta opinião está melhor que Gregory Peck de “O Sol É Para Todos”. Nem Omar Sharif, ou Anthony Quinn, que sequer foi indicado como o líder dos beduínos mercenários.
Mas o que realmente me impressionou foi o fato de se tratar de uma história verídica. T.E. Lawrence realmente existiu e sua participação na Revolta Árabe de 1916-18 foi imprescindível para a campanha contra os turcos, inclusive tomando Damasco. Como mostrado no filme, Lawrence da Arábia – apelido famoso que foi cunhado por Lowell Thomas – era um grande erudito e profundo admirador da cultura árabe, o que o levou a lutar pela união e libertação desse povo, ficando posteriormente bastante desiludido quando da divisão do Império Otomano pela França e o Reino Unido. Inclusive recusou se tornar Comandante Cavaleiro do Império Britânico. Outro ponto de destaque é a modificação sofrida por ele após a tortura física e sexual (esta apenas sugerida no filme) a qual foi submetido quando capturado em Deraa. Enfim, uma figura de todas as formas singular, daquelas que se não existisse, não seria possível ter sido inventada.
De fato, grandes histórias e personagens não são frutos exclusivos da criatividade de roteiristas e escritores, mas também estão por aí esperando para serem vividas e contadas. Se puderem contar com o suporte de um grande filme, melhor ainda.
domingo, 17 de abril de 2011
PÂNICO 4 (Wes Craven, 2011)
Esse filme promete refundar a franquia que fez sucesso nos anos 90. Não consegue, mas é bom rever os personagens. O roteiro é aquilo que todo mundo já viu: um maluco vai de faca em punho matando gente a torto e a direito com o objetivo final de pegar a Sidney Prescott, no meio disso tudo, montes de referências a filmes de terror e à metalinguagem. Não se pode ir ao cinema esperando alguma coisa além disso.
Mas, depois do filme, o que ficou martelando na minha cabeça é o perfil feminista do filme. Por que o assassino é misógino, já que suas vítimas preferenciais são mulheres. E a Sidney tem que enfrentar essa misoginia, que a torna vítima pelo simples fato dela ser quem ela é. Esse enfrentamento é o empoderamento da personagem, que passa a não aceitar o papel pré-determinado de vítima e luta pela sobrevivência com as próprias forças. Outra personagem feminina marcante é Gale Weathers, cuja sagacidade quase sem escrúpulos é evidenciada frente à palermice de Dewey Riley.
No mais o elenco é um presente para fãs de séries, com a eterna Mônica de Friends, as queridas Verônica Mars e Sookie Stackhouse - em participação especialíssima na seqüência inicial - e a Cheeleader de Heroes, super sexy de cabelos curtos. Além de muitas mais. Só ficou faltando a Lorelai de Gilmore Girls.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
A DAMA DO CACHORRINHO
quarta-feira, 13 de abril de 2011
RIO (Carlos Saldanha, 2011)

Adorei tudo nesse filme. Fazia tempo que eu não ria tanto no cinema. Diversão pura. Jesse Eisenberg está muito engraçado fazendo a arara medrosa. Rodrigo Santoro com seu ornitólogo atrapalhado também. Jamie Foxx e Will i Am super entrosados inclusive nos números musicais. Sobre o Tracy Morgan não precisa de ser dito nada. Tem até participação da Jane Lynch fazendo uma gansa! Assim eu deito e rolo.
A trilha sonora, supervisionada pelo Sergio Mendes, também merece menção, principalmente no número de abertura.
O único porém, pra mim, foi o vilão, que eu não gostei muito.
Finalmente, o Rio e a maneira como é retratado no filme: eu sempre me emociono quando encontro um artista retratando de maneira carinhosa sua terra. Só mesmo esse sentimento de ligação pode explicar os deslumbrantes cenários, realçados pelo 3D. É tudo muito lindo, de cair o queixo mesmo. Se a visão de Saldanha tem aquele filtro saudoso do expatriado já é outro assunto, que eu acho inócuo de ser debatido sobre um filme de animação.
terça-feira, 12 de abril de 2011
OS MELHORES ANOS DE NOSSAS VIDAS (William Wyler, 1946)

O filme traça um largo painel da situação social, emocional e familiar encontrada pelos veteranos ao retornar para casa. Os três soldados encontram dificuldades em retomar a vida de antes, já que eles e o mundo no qual viviam foram completamente transformados.
Dana Andrews é Fred Derry, um oficial que, embora tenha ganhado medalhas de honra e bravura, tem que voltar à posição social anterior, trabalhando atrás de um balcão, frustando suas próprias expectativas e de sua fútil esposa. Ele também enfrenta pesadelos com a guerra, sugerindo o grande impacto psicológico sofrido pelos soldados – tema mais desenvolvido posteriormente, em filmes sobre o Vietnã.
Fredric March, embora tenha ganho o Oscar, tem o papel menos relevante dos três, pois o conflito de ter perdido o crescimento dos filhos não é desenvolvido, e também não fica claro se seu alcoolismo é em virtude de algum trauma causado pelo conflito. O ponto alto é o discurso que faz no banco onde trabalha, defendendo ajuda financeira aos veteranos, que estavam à margem da dinâmica capitalista americana.
Mas o destaque é Harold Russell, o único ator a ganhar dois Oscar por um mesmo papel. No caso o de Ator Coadjuvante e um especial “por ser uma inspiração para todos os veteranos”. Realmente amputado das duas mãos, ele apresenta uma comovente atuação da difícil adaptação física e emocional de quem foi afetado na carne pela guerra.
Enfim, fiquei realmente tocado por esse filme, e é dificil imaginar obra mais urgente e definitiva sobre um tema importante para toda uma nação como esse.


