
Colocar Liz Taylor e Paul Newman pra protagonizar um texto do Tennessee Williams é – como já ouvi em minha terra- uma extravagância com a concorrência em matéria de sedução. O que me encanta nesse filme (e nas demais obras de Tennessee) é como homem e mulher são tratados iguais. Iguais em qualidades e defeitos. Alías, nessa obra, tudo tem o mesmo peso: verdades e mentiras; vícios e virtudes; juventude e velhice; erros e acertos; ambição e generosidade; traição e perdão. Tudo é a mesma merda. Na vida, aparentemente, também é assim.