
Fiquei surpreso ao descobrir que já em 46 Hollywood já conseguia retratar de forma tão madura a situação dos homens que voltaram da guerra.
O filme traça um largo painel da situação social, emocional e familiar encontrada pelos veteranos ao retornar para casa. Os três soldados encontram dificuldades em retomar a vida de antes, já que eles e o mundo no qual viviam foram completamente transformados.
Dana Andrews é Fred Derry, um oficial que, embora tenha ganhado medalhas de honra e bravura, tem que voltar à posição social anterior, trabalhando atrás de um balcão, frustando suas próprias expectativas e de sua fútil esposa. Ele também enfrenta pesadelos com a guerra, sugerindo o grande impacto psicológico sofrido pelos soldados – tema mais desenvolvido posteriormente, em filmes sobre o Vietnã.
Fredric March, embora tenha ganho o Oscar, tem o papel menos relevante dos três, pois o conflito de ter perdido o crescimento dos filhos não é desenvolvido, e também não fica claro se seu alcoolismo é em virtude de algum trauma causado pelo conflito. O ponto alto é o discurso que faz no banco onde trabalha, defendendo ajuda financeira aos veteranos, que estavam à margem da dinâmica capitalista americana.
Mas o destaque é Harold Russell, o único ator a ganhar dois Oscar por um mesmo papel. No caso o de Ator Coadjuvante e um especial “por ser uma inspiração para todos os veteranos”. Realmente amputado das duas mãos, ele apresenta uma comovente atuação da difícil adaptação física e emocional de quem foi afetado na carne pela guerra.
Enfim, fiquei realmente tocado por esse filme, e é dificil imaginar obra mais urgente e definitiva sobre um tema importante para toda uma nação como esse.
O filme traça um largo painel da situação social, emocional e familiar encontrada pelos veteranos ao retornar para casa. Os três soldados encontram dificuldades em retomar a vida de antes, já que eles e o mundo no qual viviam foram completamente transformados.
Dana Andrews é Fred Derry, um oficial que, embora tenha ganhado medalhas de honra e bravura, tem que voltar à posição social anterior, trabalhando atrás de um balcão, frustando suas próprias expectativas e de sua fútil esposa. Ele também enfrenta pesadelos com a guerra, sugerindo o grande impacto psicológico sofrido pelos soldados – tema mais desenvolvido posteriormente, em filmes sobre o Vietnã.
Fredric March, embora tenha ganho o Oscar, tem o papel menos relevante dos três, pois o conflito de ter perdido o crescimento dos filhos não é desenvolvido, e também não fica claro se seu alcoolismo é em virtude de algum trauma causado pelo conflito. O ponto alto é o discurso que faz no banco onde trabalha, defendendo ajuda financeira aos veteranos, que estavam à margem da dinâmica capitalista americana.
Mas o destaque é Harold Russell, o único ator a ganhar dois Oscar por um mesmo papel. No caso o de Ator Coadjuvante e um especial “por ser uma inspiração para todos os veteranos”. Realmente amputado das duas mãos, ele apresenta uma comovente atuação da difícil adaptação física e emocional de quem foi afetado na carne pela guerra.
Enfim, fiquei realmente tocado por esse filme, e é dificil imaginar obra mais urgente e definitiva sobre um tema importante para toda uma nação como esse.