domingo, 17 de abril de 2011

PÂNICO 4 (Wes Craven, 2011)


Esse filme promete refundar a franquia que fez sucesso nos anos 90. Não consegue, mas é bom rever os personagens. O roteiro é aquilo que todo mundo já viu: um maluco vai de faca em punho matando gente a torto e a direito com o objetivo final de pegar a Sidney Prescott, no meio disso tudo, montes de referências a filmes de terror e à metalinguagem. Não se pode ir ao cinema esperando alguma coisa além disso.

Mas, depois do filme, o que ficou martelando na minha cabeça é o perfil feminista do filme. Por que o assassino é misógino, já que suas vítimas preferenciais são mulheres. E a Sidney tem que enfrentar essa misoginia, que a torna vítima pelo simples fato dela ser quem ela é. Esse enfrentamento é o empoderamento da personagem, que passa a não aceitar o papel pré-determinado de vítima e luta pela sobrevivência com as próprias forças. Outra personagem feminina marcante é Gale Weathers, cuja sagacidade quase sem escrúpulos é evidenciada frente à palermice de Dewey Riley.

No mais o elenco é um presente para fãs de séries, com a eterna Mônica de Friends, as queridas Verônica Mars e Sookie Stackhouse - em participação especialíssima na seqüência inicial - e a Cheeleader de Heroes, super sexy de cabelos curtos. Além de muitas mais. Só ficou faltando a Lorelai de Gilmore Girls.