Quando Roliúuode resolve fazer um filme sobre si mesma geralmente se sai bem. E eu gosto de ver como não esconde seus podres debaixo do tapete, como o alcoolismo de seu protagonista ou o mau-caratismo de seus departamentos de publicidade. Mesmo que tenha sido um desabafo de Judy Garland sobre tudo que sofreu na mão dessa indústria, ainda me surpreendo em ver como essa própria indústria aceita ser retratada dessa maneira.
E falando nisso, o filme é todo de Garland, cuja derrota no Oscar é uma das maiores zebras da história. Ela brilha tanto nas cenas dramáticas como nos números musicais. E de certa forma, o filme aborda alguns aspectos de sua vida, como a interferência dos estúdios na vida pessoal de suas estrelas e o conflito entre talento e aparência física.