sexta-feira, 29 de julho de 2011

DOUTOR FANTÁSTICO (Stanley Kubrick, 1964)


Dizem que quem nunca viveu na Guerra Fria não consegue compreender  o pânico nuclear  que reinava naquela época. Isso tornaria esse filme datado e sem apelo para a atual geração. Tornaria, se não fosse obra de um gênio como Kubrick. E como sabemos, os gênios são eternos.

Peter Sellers está fantástico (perdoem o trocadilho infame) em todos os três papéis que representa, assim como todo elenco. O ritmo e a montagem da trama não saem do lugar em hora nenhuma, e o os diálogos estão recheados de pérolas.

Pérolas estas que corroboram a classificação desse filme como comédia. Mas é uma comédia por que parece absurdo demais que uma meia dúzia de homens podiam ter o poder de decretar o futuro da humanidade sobre a Terra, e também que a concretização desse futuro fosse tão frágil a ponto de ser ameaçada por um maluco. Riam e rimos para não levar a sério.