Um desses casos em que a vida é mais bizarra e triste que a ficção, e cabe ao cinema apenas retratá-la. Baseada na história real de Joseph Merrick cuja terrível deformidade física mobilizou a sociedade londrina da Era Vitoriana, o filme disputou oito Oscars em 1981 incluindo Filme, Diretor, Ator e Roteiro Adaptado. O filme destoa das narrativas “esquisitinhas” de Lynch como Cidade dos Sonhos ou Veludo Azul. Nesse caso o absurdo fica por conta da própria história.
A escolha em fazer o filme em preto-e-branco torna o filme meio que perdido no tempo, criando um clima que foge da recriação de uma biografia, como se insistisse no inusitado dos fatos narrados. Como se fosse mais ficção que realidade.
Impossível não deixar de destacar o trabalho de John Hurt, que com muita sensibilidade de baixo da maquiagem, cria um personagem delicado e sofrido, com um grande apelo emocional de que não se pode escapar .