sábado, 20 de agosto de 2011

AMOR, SUBLIME AMOR (Robert Wise e Jerome Robbins, 1961)


Por mais que Hair seja um dos filmes da minha vida, ou que tenha no coração Across the Universe, acho que West Side Story é o melhor musical que eu já vi. É um desses casos em que Roliúde atinge um nível extra de excelência. Merece cada um dos dez Oscar que ganhou. A coreografia de Jerome Robbins é impressionante, principalmente nas cenas em que dança e luta se misturam. Robert Wise cria cenas inesquecíveis, como a abertura que filma Nova Iorque de cima indo dos pontos mais nobres até o violento lado oeste, onde se passa a trama e os cenários e fotografia são deslumbrantes.

A história é a adaptação da tragédia de Romeu e Julieta para os conflitos entre gangues de americanos e latinos, com o amor proibido de Maria - interpretada pela Natalie Cinturinha-de-Pilão Wood - e Tony - Richard Dentinhos-pra-frente Beymer - o ponto fraco filme. Os personagens coadjuvantes são mais carismáticos, como Riff, de Russ Tamblyn, e Bernardo e Anita, feitos pelos oscarizados George Chakiris e a vulcânica Rita Moreno.

Embora, pelo costume da época, a maior parte das músicas seja dublada, este filme apresenta números que se tornaram clássicos, como “The Jet Song”, “América” e “Tonight”.