domingo, 21 de agosto de 2011

CIDADÃO KANE (Orson Welles, 1941) 


Aquele que é conhecido como o Oh-Clássico-dos-Clássicos, o Filme mais importante e revolucionário da história de Roliuúde. Muito desse prestígio se deve ao impacto do ineditismo da narrativa e das técnicas empregadas. Por isso, muitos dos contemporâneos têm dificuldade de enxergar tanto valor. Mas mesmo sem o impacto de coisas que se encorparam na linguagem cinematográfica, o filme consegue manter o apelo mesmo 70 anos depois. Eu adoro. E acho ainda atual e nada datado, tanto em forma como conteúdo. Ainda mais impressionante quando consideramos que é a obra de estreia de um genial e genioso Welles com apenas 25 anos.

Acompanhar uma história estruturada em flashbacks hoje é trivial, mas naquela época não era. Mas o que fica ainda hoje é o poder da história e dos personagens, já que essa discussão sobre o poder da mídia e sua influência nas massas nunca deixa de ser atual. E os personagens são ótimos, com destaque para o nada óbvio Kane, muito bem interpretado pelo próprio diretor. Seus motivos nunca são revelados, mesmo com a descoberta do sentido de sua última palavra. 
 
O clima noir dá um charme todo especial, com aqueles enquadramentos especiais e o incrível jogo de luz e sombra. A fotografia é linda e cria espaços assombrosos, como a mansão Xanadu.

Títulos e rótulos a parte, Cidadão Kane é uma das melhores experiências em cinema que alguém pode ter, em qualquer época ou lugar. Sou muito fã.