domingo, 2 de outubro de 2011

HOJE (Tata Amaral, 2011)


Eu sempre acho que a melhor forma do cinema retratar um tema político, histórico ou social é acompanhando um drama individual. O filme de Tata Amaral faz isso brilhantemente. Focando apenas em uma mulher – Denise Fraga realmente ótima num papel que remete ao da minissérie Queridos Amigos – somente no cenário de um apartamento, todos os traumas que quem foi submetido ao chumbo da ditadura são apresentados.

Ao se mudar para o imóvel próprio, semiose bem brasileira pra um momento tão importante, a personagem de Denise é confrontada pelos fantasmas da memória, encarnados por Cesar Troncoso, numa cara mistura entre fantasia e realidade dolorosa.

E como o macro é representado por meio do micro, uma das ferramentas utilizadas é a minha querida expressão oral no cinema.