Eu
sempre acho que a melhor forma do cinema retratar um tema político,
histórico ou social é acompanhando um drama individual. O filme de
Tata Amaral faz isso brilhantemente. Focando apenas em uma mulher –
Denise Fraga realmente ótima num papel que remete ao da minissérie
Queridos Amigos –
somente no cenário de um apartamento, todos os traumas que quem foi
submetido ao chumbo da ditadura são apresentados.
Ao
se mudar para o imóvel próprio, semiose bem brasileira pra um
momento tão importante, a personagem de Denise é confrontada pelos
fantasmas da memória, encarnados por Cesar Troncoso, numa cara
mistura entre fantasia e realidade dolorosa.
E
como o macro é representado por meio do micro, uma das ferramentas
utilizadas é a minha querida expressão oral no cinema.